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Menos de dois anos após enfrentar a maior tragédia climática de sua história, Mimoso do Sul volta a se mobilizar diante de um cenário de desastre provocado por fortes chuvas — desta vez, para ajudar famílias atingidas em Minas Gerais.
O município do Sul do Espírito Santo foi devastado por um temporal em março de 2024, quando enchentes e deslizamentos deixaram 19 mortos no Estado, sendo 17 em Mimoso do Sul, além de milhares de desalojados e prejuízos históricos no comércio e nas residências. Agora, a cidade organiza uma grande campanha solidária para enviar donativos às regiões mineiras castigadas pelas chuvas intensas das últimas semanas.
De acordo com o prefeito Peter Costa, a mobilização é uma forma de retribuir a ajuda recebida na época da tragédia capixaba.
“Quando a gente precisou, as pessoas foram solidárias conosco. Recebemos muita ajuda. Agora é a nossa vez de mostrar solidariedade. O caminhão está saindo para a região de Minas Gerais e as pessoas ainda podem trazer suas doações. Agradecemos a todos que já colaboraram, e ainda dá tempo para quem quiser doar”, afirmou.
A meta da Prefeitura é ambiciosa: arrecadar 25 toneladas de donativos. Segundo o prefeito, a expectativa é conseguir encher um caminhão completo com água, alimentos e materiais de limpeza.
A campanha está recebendo principalmente água mineral, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza. A equipe da Assistência Social está organizando os itens em kits — de água, cesta básica e higiene — para facilitar a logística e garantir que a distribuição às famílias atingidas seja feita de forma mais rápida e organizada.
A Prefeitura informou ainda que não está recebendo roupas neste momento, devido à dificuldade de triagem e armazenamento desse tipo de doação, problema que já havia sido enfrentado durante a enchente em Mimoso.
Em Minas Gerais, as fortes chuvas têm provocado alagamentos, deslizamentos e milhares de desalojados, principalmente na região da Zona da Mata. Municípios como Juiz de Fora e Ubá decretaram situação de emergência após o volume de chuva ultrapassar a média histórica para o período, com bairros inteiros afetados e famílias fora de casa.

